Poemas traduzidos

Venho trabalhando há vinte anos com Folhas de Relva. Já foram cumpridas duas etapas na tradução das Folhas de Relva para o português.

Após ter finalizado a recriação[1] de três livros (ou “clusters”) que são parte das Folhas em nosso trabalho de Mestrado, “Canção de Mim Mesmo”, “Descendentes de Adão” e “Cálamo”, estudo que foi completado em 1995 e que está disponível na biblioteca do Instituto de Letras da UFRGS, a tarefa de traduzir mais poemas/livros das Folhas foi reiniciada em 2005.

Nessa nova empreitada, que foi o foco da minha tese de doutoramento defendida agora em novembro de 2008 na mesma Universidade, foram recriados os seguintes poemas ou conjuntos de poemas: Inscrições (Inscriptions), “Partindo de Paumanok” (“Starting from Paumanok”), “Saudação ao Mundo!” (“Salut au Monde!”), “Canção da Estrada Aberta” (“Song of the Open Road”), “Travessia da Barca do Brooklyn” (“Crossing Brooklyn Ferry”), “Canção do Respondente” (“Song of the Answerer”), “Nossa Antiga Folhagem” (“Our Old Feuillage”), “Uma Canção de Júbilos” (“A Song of Joys”), “Canção da Acha-d’Armas” (“Song of the Broad-Axe”), “Canção da Exposição” (“Song of the Exposition”), “Canção da Sequóia” (“Song of the Redwood-Tree”), “Uma Canção para Profissões” (“A Song for Occupations”), “Uma Canção da Terra Girante” (“A Song of the Rolling Earth”), “Juventude, Dia, Velhice e Noite” (“Youth, Day, Old Age and Night”), Aves de Arribação (Birds of Passage), “Um Desfile na Broadway” (“A Broadway Pageant”), Detrito Marinho (Sea-Drift), Memórias do Presidente Lincoln (Memories of President Lincoln), “Passagem para a Índia” (“Passage to Índia”), “Os Adormecidos” (“The Sleepers”).

Foi utilizada a edição final autorizada e recomendada pelo poeta, de 1891-92, chamada de “Leito de morte[2], como nossa fonte para a tradução. Ela contém a forma definitiva atingida pela obra através das décadas de revisão, reagrupamento, inclusões e subtrações.

Assim, a ordem correta das seções traduzidas acima é a seguinte: os três livros traduzidos na pesquisa de Mestrado se inserem entre “Partindo de Paumanok” e “Saudação ao Mundo!”. Com isso, um pouco mais da metade de Folhas de Relva já se encontra recriada / traduzida em português.


[1] No trabalho de pesquisa para a tese, os termos “recriação” e “re-criação” foram traduzidos para o inglês como “re-creation” ou “re-creating” (e seus derivados), sempre com hífen, já que a palavra “recreation” em inglês, sem hífen, se refere a atividades que refrescam, divertem e estimulam as pessoas, e não a um ato de traduzir poesia ou criar algo. Literariamente falando, re-criar um poema parece mais com co-criar uma peça literária, pois o tradutor precisa crier de novo o texto original em consonância com ele, não apenas criar algo a partir dele ou baseado nele. Co-incidentemente, a palavra “re-create” foi usada pelo próprio Whitman para descrever como ele estava escrevendo sua própria poesia, conforme ele descreveu em uma crítica intitulada “Walt Whitman and his Poems” (“Walt Whitman e Seus Poemas”; The United States Review 5; Setembro, 1855: 205-12): “He must re-create poetry with the elements always at hand.” (“Ele deve re-criar a poesia com os elementos que estão sempre à mão.”). Disponível em: <http://www.whitmanarchive.org/criticism/reviews/leaves1855/anc.00176.html> .

[2] Walt Whitman, Poetry and Prose. New York, The Library of America, 1996.

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Os poemas de Whitman estão sendo publicados na seção Folhas de Relva.

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