Walt Whitman e as Folhas de Relva

O Poeta

Walt Whitman, de registro Walter Whitman Junior, nasceu em 31 de maio de 1819 em West Hills, Long Island, Nova York, o segundo filho de um marceneiro e fazendeiro, Walter Whitman, Senior, de origem inglesa e Louisa Van Velsor, de ascendência holandesa e galesa. Em 1824, a família se mudou para o Brooklyn, onde o pai de Whitman desempenhou a profissão de construtor. Ao todo serão oito irmãos: Jesse, Walt, Mary Elizabeth, Hannah Louisa, Andrew Jackson, George Washington, Thomas Jefferson e Edward. Alguns dos nomes dos irmãos de Whitman indicam a proximidade desse tempo com a Revolução Americana, de 1776, e com a recém-formada República Federativa, de cuja primeira geração fez parte o pai do poeta.

Já o ano de 1825 trouxe uma das lembranças favoritas da infância de Whitman, que mais tarde considerou profética. Tratava-se da visita do herói francês da Revolução Americana, General Lafayette, ao Brooklyn. O herói pegou no colo o pequeno Walt, de seis anos de idade, e o levou a um lugar mais seguro durante uma cerimônia de instalação de uma pedra fundamental para uma Biblioteca. A presença de Whitman nesse evento deveu-se ao fato de que nessa época ele começava a freqüentar a escola dominical. Logo ingressou na escola pública, uma novidade no Brooklyn. Alunos de várias idades e de diferentes origens étnicas participavam de uma mesma turma, embora a maioria vinda da classe operária. Ele freqüentou a escola pública dos seis aos onze anos, quando deixou a escola e passou a trabalhar num escritório de advocacia e depois num consultório médico.

Deixar a escola não significou parar de estudar. Ele continuou lendo, exercendo seu autodidatismo, assistindo palestras e visitando bibliotecas e museus, absorvendo tudo à sua volta. Essa capacidade de absorção é uma de suas qualidades mais pronunciadas. Ela é retratada em seu poema “There Was a Child Went Forth” (“Tinha Um Menino que Saía”[1]), o décimo poema da primeira edição (1855). De sua infância ele trouxe também a influência do líder quaker Elias Hicks, conhecido de seu pai e a quem ouviu aos dez anos de idade. Embora sua família não fosse religiosa, o pensamento quaker estava presente. Quaker é a denominação popular da Sociedade Religiosa dos Amigos, fundada na Inglaterra por George Fox (1624-1691), que distava dos credos tradicionais, sendo historicamente considerada uma igreja pacifista, por seu fundo humanista, universalista, baseado na luz interior e no contato com o divino, através de uma vida simples e informal. Whitman homenageará os eminentes representantes desse movimento, assim como o Padre Taylor, em seu livro de prosa November Boughs (Ramos de Novembro[2]). Whitman admirava a oratória profunda e contagiante desses homens. Um famoso orador admirado por Whitman foi Robert G. Ingersoll (1833-1899), que defendeu o livre pensar e o agnosticismo. Sua admiração não o impediu de questioná-lo sobre a descrença de Ingersoll na imortalidade da alma humana, após um discurso em homenagem ao poeta, no jantar de aniversário deste em Filadélfia em 1890[3].

A partir de 1831 tornou-se aprendiz de tipógrafo nos jornais Patriot e Star no Brooklyn. Ali permanecerá até 1835. Em 1833, sua família se mudou de volta para Long Island. Depois disso ele trabalhou em Nova York até 1836, quando perdeu o emprego por causa de um incêndio que destruiu o distrito tipográfico. Daí em diante, até 1838, trabalha como professor em Long Island. Nos dois anos seguintes, ele trabalha num semanário por ele fundado, o Long Islander, em Huntington, e no Long Island Democrat, no distrito de Jamaica. Nos anos de 1840 e 41 fez campanha para Martin Van Buren[4] e voltou a lecionar em Long Island. Em 1841 Whitman se mudou para Nova York para trabalhar em composição tipográfica para The New World. Em 1842 escreveu seu único romance, Franklin Evans; ou O Ébrio, a pedido e publicado como anexo nesse jornal. Segundo o poeta, essa foi a única vez em que ele ganhou dinheiro com publicação, pois o romance, no estilo moralista de combate ao consumo de bebida, teve tiragem de 20.000 exemplares. No fim da vida declarou que esse romance era “podre”. Nessa época escreveu também inúmeros contos e artigos, além de poemas esparsos em verso tradicional.

Entre 1842 e 1848 Whitman alternou trabalhos em jornais entre Nova York e Brooklyn. A partir de 1846, em sua função de jornalista, freqüenta o teatro e a ópera com regularidade. Ele conhecia esse ambiente desde 1835, e continuará freqüentando-o até 1861. Em sua prosa há várias passagens sobre grandes atores de teatro, principalmente o das figuras trágicas, Shakespeareanas, e cantores de ópera. Recorda, nesses textos, esses grandes artistas e manifesta sua admiração pelas grandes vozes, a exemplo de seu fascínio pela eloqüência espiritual. Um desses textos é “Old Actors, Singers, Shows, &c., in New York”, de Memoranda[5], onde ressurge a cena artística dessa cidade tão amada. O próprio poeta costumava declarar seu débito à ópera e até afirmou que não teria escrito Folhas de Relva se não tivesse se extasiado por esta experiência musical, que penetrava todos os recônditos de sua alma[6]. Certamente há traços dessa experiência em seus poemas, especialmente em “Do Berço Infindamente Embalando”, que é formalmente uma ária. Em geral o poeta estudava cuidadosamente tanto as peças quanto os libretos antes de assistir aos espetáculos. Whitman admirava em particular Marietta Alboni (1826-1894), “a maior soprano [e contralto] coloratura da história da ópera”, cujas performances em Nova Iorque foram todas assistidas por ele. Também Geremia Bettini, o tenor, e Giuseppe Verdi (1813-1901), o compositor. Naturalmente, como amante da ópera, Whitman adorava Gioachino Rossini (1792-1868), o mestre de Verdi. Em seus anos nova-iorquinos, o poeta foi levado às lágrimas por estes artistas, fato que ele recordava com alegria em sua velhice[7]. Esses artistas também são mencionados por Whitman em outro poema, “Proud Music of the Storm” (“Orgulhosa Música da Tempestade”), que lembra uma “abertura operática” (um prelúdio), em que Alboni é descrita como “O orbe lustroso, Vênus contralto, a mãe florescente, / Irmã dos deuses mais exaltados”.[8]

Os atores de teatro favoritos de Whitman foram Junior Brutus Booth, Edwin Forrest e Fanny Kemble, mas havia uma infinidade de outros. Fato curioso, Junius Brutus Booth (1796-1852), ator britânico que imigrou para os E.U.A. em 1821, foi o pai de Edwin Thomas Booth (1833-1893), notável pelo seu papel como Hamlet, e de John Wilkes Booth (1838-1865), também ator, mas que entrou para a história por ter se aliado aos confederados durante a Guerra de Secessão e se aproveitado de seu fácil acesso ao teatro para assassinar o Presidente Abraham Lincoln, em 14 de abril de 1865, numa Sexta-feira da Paixão. Outra coincidência é que os irmãos Booth, junto com seu irmão mais novo, Junius Brutus Booth, Jr., encenaram a peça Júlio César em 1864, na única vez em que estiveram juntos no palco. A peça, como se sabe, encena o tiranicídio de Júlio César, imolado por Brutus (cujo nome completo era Marco Júnio Brutus, em latim: Marcus Junius Brutus). Whitman, com seu pendor para estar próximo das figuras e eventos importantes de seu país, escreveu a mais bela elegia da poesia americana exatamente sobre a morte de Abraham Lincoln, a quem muitas vezes encontrou em seus tempos de Washington.

O ano de 1848 marca uma viagem memorável na vida de Whitman e de seu irmão Jeff, que o acompanhou a Nova Orleans. Entre os atos de uma peça no teatro Broadway, Whitman fez um acordo com J. E. McClure, que planejava criar um jornal em Nova Orleans, e foi contratado como editor do Daily Crescent. Embora a experiência não tenha durado muito, houve tempo suficiente para Whitman conhecer bem a cidade, seus bares e restaurantes, a vida artística e personagens famosos. A Guerra Mexicano-Americana (1846-1848) tinha recém terminado e a cidade estava cheia de oficiais e correspondentes de guerra. Na viagem de volta, ele e o irmão retornaram ao Brooklyn pelo Mississippi, Grandes Lagos e o Hudson. Esse episódio também rendeu lendas sobre a virilidade procriativa do poeta, pretensamente exercida em sua passagem por Nova Orleans.

1849 é um ano importante na vida do poeta. No ano anterior havia fundado o Freeman, um jornal que seguia a tendência política do partido político Solo-Livre (de fato o jornal era do partido). Esse partido, criado por um grupo dissidente do Partido Democrata, atuou nas eleições presidenciais de 1848 e 1852 e em eleições estaduais, sendo integrado ao Partido Republicano em 1854. Defendiam o solo livre da escravidão nos novos territórios, idéia encampada por Whitman. Mas Whitman tornou-se radical demais para o partido, demitindo-se em 1849, desiludido com a política. Para ele as décadas de 1840 e 1850 foram as de maior corrupção em todas as três esferas governamentais: federal, estadual e municipal. Em seu manifesto “Origins of Attempted Secession” (“Origens da Tentativa de Secessão”), descreve sua atividade política como observador e eleitor nesse período. Deste modo, sua carreira de editor político terminou com sua demissão. A partir daí concentrou sua criatividade incessante em outra área, a poesia. Percebeu que precisava de um instrumento mais amplo para trabalhar em prol da união de seu país.  Desse ano até 1854 trabalha como tipógrafo, livreiro, construtor de casas ao lado do pai, publica alguns poemas e faz jornalismo “free-lance”.

1855 chega com eventos marcantes na vida do poeta. Desde 1849 trabalhando na criação de sua poesia, faz finalmente o registro de sua obra máxima, Folhas de Relva, e a lança em julho, autofinanciada e com composição tipográfica do próprio autor. A capa da edição apresenta apenas o título e um retrato do poeta. Seu nome só aparece no meio de um dos poemas, o que passou a se chamar “Canção de Mim Mesmo”. Ao todo são um prefácio e doze poemas, todos sem título, ou com o título geral de Folhas de Relva. Whitman publica artigos nos jornais falando de sua obra, além de enviar exemplares para muitas figuras eminentes da época. Somente o filósofo-poeta Ralph Waldo Emerson responde a Whitman por escrito, saudando-o no início de uma grande carreira e elogiando o vigor de sua poesia. Essa famosa carta da história literária americana serviu de salvo-conduto a Whitman no meio literário. Algum tempo depois, muitos escritores conhecidos visitaram o poeta, como (Henry David) Thoureau e Bronson Alcott. Queriam conhecer pessoalmente a figura que aportou com tanto entusiasmo no mundo das letras. A amizade com Emerson duraria toda a vida. O contraponto da alegria causada pela publicação, inflamada pelo apoio de Emerson, foi a morte do pai de Whitman no dia 11 de julho, aos 65 anos de idade. A partir daí, Whitman seria o suporte de sua família e em particular de sua mãe até a década de 1870.

O período de 1855 a 1860 é de intensa produção poética. Whitman publicou uma segunda edição em 1856 e uma terceira em 1860. Também escreveu artigos para revistas, um tratado político, “The Eighteenth Presidency!” (“A Décima Oitava Presidência”, sobre a situação política em 1856), editou o Daily Times no Brooklyn e freqüentou o restaurante Pfaff,  centro da boemia literária nova-iorquina.

Em 1861 começa a Guerra Civil. Um dos irmãos de Whitman, George, alista-se no exército. Enquanto escreve para os jornais, Whitman visita doentes e feridos no Hospital de Nova Iorque. No final de 1862, quando recebe notícias que seu irmão foi ferido, parte imediatamente para a Virgínia em sua procura. Felizmente, fora apenas um ferimento superficial. Devido às cenas impactantes que Whitman presenciou nos hospitais e ao redor deles, decidiu ficar em Washington. Conseguiu um emprego na pagadoria do exército e passou a utilizar seu tempo livre como enfermeiro voluntário nos inúmeros hospitais improvisados na capital americana. Do seu pagamento, reserva um mínimo para seu sustento e de sua mãe e o resto usa para comprar alimentos e papel de carta para distribuir entre os soldados. Pelos relatos, o poeta-enfermeiro atendeu cerca de 80.000 feridos nos cinco anos que visitou as vítimas da Guerra de Secessão, entre nortistas e sulistas. Durante esse tempo, também mantinha registros regulares de suas observações, sentimentos e pensamentos sobre a guerra fratricida. Isso resultou no livro Drum-Taps (Repiques de Tambor), além do já mencionado Memórias do Presidente Lincoln.

Em 1865, enquanto publicava o material sobre Lincoln, Whitman foi demitido da Agência Indígena do Departamento do Interior, no qual passara a trabalhar. Os biógrafos crêem que sua demissão deveu-se à intolerância preconceituosa de James Harlan com os aspectos eróticos da poesia de Whitman. Conta-se que o então Secretário James Harlan, superior de Whitman, encontrou a cópia de Folhas de Relva que Whitman estava revisando na escrivaninha do poeta. Ele não gostou do que leu e por isso demitiu o bardo americano. Ajudado por amigos, Whitman conseguiu um outro posto no Escritório da Promotoria. Um desses amigos, Douglas O’connor, publicou um panfleto em defesa de Whitman, The Good Gray Poet (O Bom Poeta Grisalho). Também recebeu apoio de John Burroughs, famoso naturalista e ensaísta americano, cuja escrita Whitman incentivou. Burroughs retornou o favor passando a Whitman conhecimentos sobre a natureza, que o poeta utilizou em sua obra. Como na maioria dos casos, esses amigos se devotaram a Whitman por toda vida, ajudando-o nos momentos de penúria financeira. Nesse particular, vale notar os esforços dos amigos ingleses, que publicaram, através de William Michael Rossetti, a edição inglesa com uma seleção de poemas de Folhas de Relva (1868) e críticas sobre o poeta nos jornais.

Incansável, o poeta seguiu escrevendo poesia, artigos e prosa, fazendo várias publicações em 1871. Apoiado por mulheres, muitas delas feministas, por sua atitude de igualdade entre os sexos, vê publicada uma apreciação de sua poesia feita por Anne Gilchrist, a viúva do biógrafo de William Blake, que se apaixonara pelo poeta ao ler Folhas de Relva. Essa escritora inglesa se mudou para os Estados Unidos em 1876 com a intenção de se casar com Whitman e dar-lhe filhos. Mas o poeta recusou gentilmente a oferta, preferindo manter entre eles apenas uma afetuosa amizade. Ela voltou para a Inglaterra em 1879.

O ano de 1873 vai encontrar o poeta num péssimo momento. Devido a tensões acumuladas da vida afetiva e ao excesso de exposição nos hospitais durante e depois da guerra, o poeta sofre um ataque de paralisia que debilita todo seu lado esquerdo. Enquanto se reabilitava, recebeu a notícia da morte da esposa de seu irmão Jeff e logo depois, em maio, viajou para Camden, Nova Jérsei, apenas três dias antes da morte de sua mãe, seu maior suporte afetivo na vida. Whitman levou muito tempo para se recuperar dessa perda. No ano seguinte, sua tristeza e solidão continuaram. Após ser demitido em primeiro de julho de 1874, mudou-se para Camden, em busca de melhores ares, e acabou morando nessa cidade até o fim da vida. Mas o ataque de paralisia lhe deixou seqüelas. Na década de 1880 sofrerá recorrências desse problema.

Entretanto, independente de seu estado físico e mental, o bardo segue produzindo.  Seus piores momentos também lhe serviam de inspiração, haja vista poemas como “As I Ebb’d with the Ocean of Life” e “Prayer of Columbus” (“Ao Vazar com o Oceano da Vida” e “Prece de Colombo”), que retratam seu contato com o desespero humano mesclado com sua vontade irresistível de seguir a maré da vida, voltando a subir com ela. Em 1876 publica a edição centenária de sua obra, em homenagem aos cem anos da Revolução Americana, junto com um volume chamado Two Rivulets (Dois Riachos) e Memoranda During the War (Apontamentos Durante a Guerra), todos em Camden. No ano seguinte recebe a visita do Doutor Richard Maurice Bucke, que se torna seu amigo leal e médico. O Doutor Bucke é o autor de uma biografia de Whitman (1883), em que foi ajudado pelo poeta em sua redação, e escreveu o livro Cosmic Consciousness: A Study in the Evolution of the Human Mind (Consciência Cósmica: Um Estudo na Evolução da Mente Humana), um estudo clássico publicado em 1901, que apresenta Whitman rodeado por uma aura mística. Há um filme chamado “Beautiful Dreamers” (1990), que mostra a amizade deles e a viagem que Whitman fez ao Canadá para visitá-lo. Já em 1882 Whitman recebeu a visita de Oscar Wilde, assim como de muitas outras personalidades importantes. Em 1879, Longfellow, o poeta americano mais popular do século dezenove, já o tinha visitado. Demonstrações de carinho, respeito e admiração que Whitman sempre lembrava com alegria. Mas pelo menos um desses admiradores passou desapercebido a Whitman: em 1887, o poeta e jornalista José Martí, Apóstolo da Independência Cubana, esteve presente a uma palestra de Whitman em Nova Iorque. Escreveu rasgados elogios a Whitman e a Folhas de Relva, espalhando assim a fama de Whitman pela América Latina.

Mesmo nos últimos anos de sua vida o poeta continuava escrevendo e publicando. Em 1888, após sofrer outro ataque de paralisia, ele fez um novo testamento, nomeando Richard Bucke, Thomas B. Harned e Horace Traubel (outro grande amigo, que escreveu uma obra em nove volumes intitulada With Walt Whitman in Camden / Com WW em Camden) como seus inventariantes literários. Publicou November Boughs (Ramos de Novembro) nesse ano pela David McKay, Filadélfia. Em 1890 fez sua palestra sobre Lincoln pela última vez, também em Filadélfia. No ano seguinte publicou Good-bye My Fancy (Adeus Minha Fantasia) e preparou a edição de Leito de Morte de Folhas de Relva (datada 1891-92), além do volume Complete Prose Works (Obras Completas em Prosa). Em 26 de março de 1892 o poeta faleceu na Rua Mickle e foi enterrado no Cemitério Harleigh em Camden, Nova Jérsei.


[1] Conferir a edição bilíngüe da Iluminuras da Primeira Edição de Folhas de Relva, São Paulo, 2005, pp.199-201, em tradução de Rodrigo Garcia Lopes.

[2] Conferir Walt Whitman, Poetry and Prose, New York, The Library of America, 1996, pp.1167-70, sobre Padre Taylor; e pp.1245-72, sobre Elias Hicks e George Fox.

[3] Uma curiosa ligação: Ingersoll, que, entre outros amigos de Whitman, fez um breve discurso no funeral do poeta, tinha na mãe de Isadora Duncan uma de suas seguidoras. Embora não se saiba se a Isadora teve conhecimento sobre a amizade dele com Whitman, a dançarina se proclamava filha espiritual de Whitman.

[4] 1782-1862; Van Buren foi o oitavo presidente dos E.U.A. e um dos poucos a ter somente um mandato.

[5] Conferir “Velhos Atores, Cantores, Shows, &c., em Nova Iorque”, do livro Apontamentos, em Walt Whitman, Poetry and Prose, New York, The Library of America, 1996, pp. 1312-17.

[6] Conferir a seção III do capítulo IV da biografia The Solitary Singer: a critical biography of Walt Whitman. New York: The Macmillan Company, 1955, escrita por Gay Wilson Allen.

[7] Ibid., pp. 113-5.

[8] Walt Whitman, Leaves of Grass and Other Writings, New York, W.W. Norton & Company, 2002, pp. 339-45.

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